Campanha Desapego

Processo de customização, descaracterizando uniformes.
Equipe envolvida no projeto.
Imigrantes haitianos dos municípios de Gaspar e Blumenau.

18/06/2019

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) está realizando a Campanha Desapego. O objetivo imediato da campanha é a doação de uniformes antigos, que já não são mais usados, após serem descaracterizados, para pessoas em situação de vulnerabilidade social, os quais são mapeadas por parcerias com várias instituições. Nesta etapa, em parceria com a Faculdade SENAI Blumenau, Lavanderia Unilav, Serviço Pastoral dos Migrantes e IFSC Câmpus Gaspar, foram distribuídas no dia 04 de maio, 600 peças de uniformes customizados para imigrantes haitianos dos municípios de Gaspar e Blumenau, que fazem parte da Associação Brahaitianos Unidos.

 

Todas as ações da campanha Desapego são coordenadas pela Comissão de Direitos Humanos da PRF, cujo objetivo é aproximar-se dos grupos vulneráveis para agir de forma preventiva e evitar crimes como tráfico de pessoas, exploração sexual e trabalho escravo. Além disso, busca-se criar uma consciência em termos de responsabilidade social nas empresas e sociedade. 

 

Descaracterização dos uniformes

 

A Faculdade SENAI de Blumenau, por meio do curso de graduação em Design de Moda, está realizando a descaracterização dos uniformes da PRF, recolhidos pela Campanha Desapego.  Segundo Michele Cavalheiro Nunes, coordenadora do curso,

“o objetivo da ação é mostrar que é possível trazer os conceitos de responsabilidade social das empresas e promover o reaproveitamento de recursos visando a sustentabilidade.”

O processo termina com o tingimento e finalização das peças pela Lavanderia Unilav de Brusque.

 

Apoio aos haitianos

 O Câmpus de Gaspar do IFSC, que já tem experiência e realiza ações com grupos de haitianos no Vale do Itajaí, oferece cursos de qualificação profissional de Português e Cultura Brasileira para estrangeiros desde 2016, e conta com mais de 270 estudantes haitianos matriculados, também articulou o recebimento destes uniformes customizados.

“Esses estudantes, em sua grande maioria, estão em situação de vulnerabilidade, a qual é derivada de questões como barreiras linguísticas e culturais, mas também por conta da inserção no mundo do trabalho e o acesso a políticas públicas”,

contextualiza Ana Paula Kuczmynda da Silveira, Diretora Geral do Câmpus. 

 Para o Padre Marcos Bubniack, articulador regional do Serviço Pastoral dos Migrantes de Santa Catarina, o trabalho com imigrantes e refugiados é uma tarefa diária e por isso

“a ação conjunta fortalece a rede de apoio a pessoas em risco de vulnerabilidade social.”

 

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