O que a WEG e a AMcom têm em comum com a moda e o design?

O desafio da indústria da moda é levar ao consumidor possibilidades que o façam se reinventar. Mas, como a própria indústria internamente consegue se renovar e buscar novos formatos que possam gerar cada vez mais valor? Para a plataforma SCMC (Santa Catarina Moda e Cultura), essa é uma questão presente e os caminhos percorridos nem sempre são os mais ortodoxos. Na prática, os associados do SCMC elegem as organizações que mais admiram, seja no Brasil ou no mundo, e organizam encontros entres CEOs e líderes.

No mês de setembro, as escolhidas foram a multinacional WEG, que está há quase 60 anos no mercado, e a AMcom, uma jovem empresa blumenauense que já ganha o mercado nacional mirando um crescimento exponencial. “O maior interesse da liderança do SCMC é compreender a cultura por detrás da estratégia, os valores que estão presentes e como essas brilhantes companhias crescem e inovam em ambientes hostis”, comenta a assessora executiva do SCMC, Amélia Malheiros.

Para o presidente do conselho de administração da WEG, Décio da Silva, que recepcionou os participantes, o desafio dos gestores é buscar o equilíbrio entre o curto e o longo prazo. “Empresas que trabalham somente com planejamentos a curto prazo podem ficar estagnadas no momento presente, sem inovar”, acredita. Da conversa franca e transparente surgem os aprendizados, os insights e até boas parcerias que num primeiro momento não estavam pensadas, mas pela sinergia e colaboração, tornam-se possíveis.

“Sempre é bom visitar outras empresas e especialmente empresas que têm valores especiais. A WEG é um caso destes. A simplicidade é marcante em tudo, além da competência e da visão global. Os cuidados e a valorização da “sua gente” ficaram claros na explanação do Sr. Décio. Foram horas de um aprendizado superior”, ressalta José Altino Comper, presidente da Círculo S/A e do Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário de Blumenau (Sintex).

Em um ambiente altamente disruptivo, a AMcom abriu as portas dando forma ao que imagina-se ser um ambiente favorável à cooperação. A ausência de salas ou divisórias melhorou a comunicação. Além disso, a sede estilo “Google”, que foi co-criada com os colaboradores, promove outros benefícios como a autogestão, o senso de responsabilidade e a disseminação dos valores da empresa, reforçando que o foco de associar as pessoas aos avanços tecnológicos é uma alavanca para o crescimento contínuo.

Esse programa do SCMC foi batizado de VIC (Very Important Companies) e já levou os associados para companhias como Natura, Tramontina, Instituto Senai de Tecnologia, Arezzo, Volvo, Portobello, Boticário e muitas outras em diversos ramos de atuação. A proposta é buscar organizações que sejam inspiração para inovar e renovar através do compartilhamento de informações. “Está ultrapassado quem pensa em manter segredo sobre o caminho percorrido para o sucesso. Estamos na jornada da indústria 4.0, onde as pessoas compartilham e processam informações em rede”, diz Amélia.

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